Por medo...
Por medo do bebê sufocar compramos travesseiros anti sufocamento.
Por medo de machucar compramos joelheiras pro bebê engatinhar.
Por medo de doenças proibimos andar descalço.
Por medo da sujeira brincamos só dentro de apartamentos.
Por medo de cair proibimos subir em árvores.
Por medo de traumas falamos com a diretora, supervisora, professora, monitora sobre o bulling. Por medo, compramos as brigas que nossos filhos deveriam batalhar.
Por medo da frustração dizemos muitos sins e poucos nãos.
Por medo da exclusão deixamos ter o que todos tem e usar o que todos usam.
Por medo de não ser a mãe legal permitimos redes sociais e mentimos a idade deles na inscrição.
Por medo de não ser "amiga da filha" damos liberdade demais pra quem tem maturidade de menos.
E por medo, criamos uma geração medrosa. Uma geração que não sabe lidar com suas emoções e sem resiliência. Que acha que o pai existe pra realizar os sonhos do filho. Que se frustra porque a foto não teve curtidas e quer se matar a cada nova decepção.
Por medo de admitir que estamos perdimos enchemos eles de remédios biologicamente desnecessários e assim uma geração de adolescentes tomando comprimidos como se fossem balas é criada. E eles esperam a próxima dose pois sabem que aí se sentirão bem!
Trabalhei um mês com adolescentes e o que vi foi assustador.
Por medo paramos de apontar a cruz como lugar de morte, dor e frustração. A cruz que traz verdadeira identidade e estabilidade emocional através do amor e também da dor. E, se é necessário haver sofrimento e decepção, para que nossos filhos vejam Cristo como lucro e morram para si próprios, não hesitemos em permitir que isso aconteça! E vamos tirar o ímpeto materno de proteção excessiva de cena, pra que Cristo possa se manifestar!
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