O gelo que te fere é o mesmo que te cura!
São 3/4 h da madrugada. Barraca no meio do campo. A chuva começa e acordo, mas as três meninas que dormem comigo parecem tranquilas. A chuva aumenta e sinto gotas entrando. Pego um casaco e tento tapar a parte de tela da barraca por onde sinto a água. Um barulho forte começa e sinto uma pancada na mão. Dois segundos e outra pancada de doer mesmo. Meu cérebro pensa acelerado assim como está meu coração, quando as meninas acordam. Meu Deus...é uma chuva de granizo e estamos dentro de uma barraca! As pancadas aumentam e minha mao que continua querendo sustentar a barraca dói muito. Desisto e só consigo pensar: "Vai furar! Deus... essas pedras vão furar a barraca e o que faço?" Mando as meninas se vestirem e enfiarem o que dá na mochila! -"Orem gurias, só orem!" É o que consigo falar. Foram apenas 3 minutos que pra mim pareceram horas. Finalmente o barulho diminui e acaba. Resta um chão branco de pedras e minha mão dolorida e trêmula. Saím...