Lágrimas do adeus

 18/08/2022

No meio de todo esse processo, minha sogra piora. O câncer foi ao longo dos meses drenando sua saúde e vitalidade. E então, as 8:20h do dia 18 ela faleceu.
Ao receber a noticia do próprio Hugo que já estava lá, meu cérebro funciona a mil por hora. Preciso ligar pra funerária, preciso arrumar as coisas, preciso acordar meus filhos e contar que a vó morreu!
Acordo meu filho e já dou a notícia. Ele chora e eu choro junto. É duro perder alguém que amamos e pior ainda é ver o sofrimento dos que ficam. Eu respiro e me dou conta de que será um dia longo. Preciso sobreviver.
Mil pessoas se dispõe a ajudar e mais uma vez a família de Deus e a de sangue se tornam nosso maior consolo. Passamos por todo processo. Fizemos tudo que precisava. Honramos minha sogra como ela merecia até o último minuto. Ela foi pro lar de verdade!
No fim do dia, dentro do carro, eu choro baixinho.
Me questiono sobre o que vai restar de nós quando todo pesadelo acabar. Me sinto em frangalhos, como cacos tentando juntar as partes e formar o quebra cabeça que a vida se tornou. Choro de saudade, de cansaço, de dúvidas enormes. Apenas 18 dias e tudo isso aconteceu! Vi milagres incríveis, mas também vivi dores enormes. É inevitável se questionar sobre quanto mais conseguiremos aguentar e confesso, tenho medo do que ainda poderá acontecer.
Agora cuido da casa da minha sogra também e enquanto vivo esse misto de emoções sobre habitação, Deus me ensina sobre achar Nele a morada permanente, firmar Nele a confiança eterna e encarar as dificuldades como vapor de uma vida que não é o fim em si.
Depois desse dia, houve algumas lágrimas e muito, muito trabalho e muitas lições para ponderar no coração. Organizar, limpar, reformar foram as palavras dos meses que se seguiram e, novamente, não estou falando só da casa, mas também da vida interior!

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