Teologia do Olaf
Adoro o personagem Olaf. Acho ele engraçado, otimista, sonhador e divertido. O tipo de "pessoa" boa de se conviver! E no primeiro filme de frozen, ele me ensinou uma lição importante.
Olaf tem o sonho de aproveitar o verão. Canta uma música linda falando de seu sonho e chega a dar aquela sensação de "pobre coitado!", pois o que ele mais deseja é sua ruina. Olaf deseja algo que pode levá-lo a destruição e morte.
Sou muitas vezes assim. Desejo coisas que podem ser minha destruição e nem percebo. Isso porque o discurso na teoria é bonito, mas esconde um pano de fundo de um coração corrupto.
Desejo liberdade pra fazer o que quiser, e me esqueço que más escolhas vêm de um coração centrado em mim mesmo. Desejo sossego, descanso, paz e esqueço que quem se poupa se perde pois é no serviço ao outro que tiro o foco de mim como centro do mundo. Desejo ser feliz e não sofrer, mas esqueço que só sabe amar de fato quem sofre. Dor e sofrimento fazem parte do processo de abnegar-se... amar de verdade.
Veja que liberdade, sossego e felicidade são desejos bons e legítimos em si, assim como um sol de verão. Mas para um boneco de neve o sol é a morte. Para um ser humano pecador, uma vida entregue a si mesmo é a destruição.
Esquecemos que nosso pecado nos faz frágeis e que apenas Deus pode redirecionar esses anseios de forma correta. Assim como a Elsa providenciou uma nuvem de gelo pra proteger Olaf dos próprios desejos, Deus providenciou uma cruz pra redirecionar os nossos.
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