Mulheres fortes parte 1

 


Quem me conhece minimamente sabe que amo os heróis da marvel e meu preferido é o arqueiro. Isso se deve por algumas razões:

Primeiro: ele não tem um super poder inalcançável, mas disciplina e muito treino com arco e flecha.
Segundo: ele não precisa ficar se afirmando perante outros e ao mesmo tempo não duvida de si e sua capacidade. Ele não vive com crises existenciais.
Terceiro: ele tem família e é em sua esposa que esse texto vai se concentrar.

Laura Barton é seu nome e provavelmente você nem sabia. Isso porque ela é uma personagem quase anônima em um filme cheio de protagonistas. Ela vive em um lugar escondido na vida "monótona" do lar enquanto seu marido salva o mundo. Uma mulher ordinária numa realidade extraordinária! E ela está feliz! Ela tem uma palavra de ânimo quando precisa e uma casa hospitaleira quando necessário.

Mulheres fortes não são aquelas que substituem homens aranhas nem thors. Não são as que lutam de igual pra igual ou até melhor que um homem. Muito menos são aquelas que querem tomar o lugar deles. Mulheres fortes são aquelas que vivem o comum todo dia e se sentem felizes. São as que não precisam provar nada pra ninguém, não necessitam de adrenalina e grandes conquistas. Mulheres fortes são aquelas que criam seus filhos, protegem seus lares e tem uma palavra de ânimo quando o mundo está desmoronando. Mulheres fortes são as que criam lares de paz onde até heróis confusos se sentem acolhidos e seguros.

De todas as mulheres fortes que a marvel quer nos apresentar, eu fico com Laura Barton, pois a força dela não vem de uma picada de aranha ou um martelo mágico, mas de seu espírito e seu senso de propósito em ser feminina, num papel bem mulherzinha e muitas vezes menosprezado. Essa força de saber quem sou, pra que sirvo e me alegrar nisso é o tipo de pretensão que muitas feministas procuram e, pelo jeito, poucas encontram




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