Mulher samaritana, temor de homens e eu!
A mulher samarita encontra Jesus e sua vida é transformada. Sua primeira reação é ir a cidade e falar a frase acima.
O que me chama atenção é que o "tudo que ela tinha feito" não era nada louvável. Uma mulher de vários homens, uma vida promíscua. Tudo que ela tinha feito até então não eram obras para se orgulhar, muito menos sair falando na cidade. Mas não importava. Ela anunciava seu salvador e o passado era passado.
Não costumo vir aqui falar de tudo que tenho feito de ruim, de feio. O normal é retratar as coisas boas, os filhos obedientes, o trabalho em casa bem feito. Conto aos "homens da cidade" as minhas glórias, mas omito meus pecados. Eu e você temos um nome a zelar, a imagem a preservar, o temor dos homens.
O bom de ser mulher samaritana é que ela sabia que não tinha dignidade nenhuma e isso a deixava livre. Ela entendeu que tudo que tinha feito era desonroso, mas era passado. Jesus tirou sua vergonha através do perdão, e só um vaso sem honra pode ser quebrado e refeito.
São meus erros admitidos que permitirão que Deus complete sua obra. São meus pecados confessados que me farão pessoa nova. Minhas glórias e acertos não contam na matemática divina.
A mulher samaritana aprendeu algo que custamos a aprender: é nas fraquezas que Ele é forte. É na humilhação que Ele nos exalta. Mas nós temos um temor maior que O TEMOR e isso nos faz camuflar tudo que temos feito. E assim, vamos vivendo de aparência ao invés de autenticidade, de orgulho ao invés de cura.
Que Deus tenha misericórdia de nós... e que sejamos mais como a mulher samaritana, que por proclamar suas derrotas foi luz ao seu povo, enquanto nós, contando nossas glórias, ofuscamos muitas vezes, a luz divina!
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