Lixo, luxo e quem sou!

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Sou fã de toy story. É uma daquelas sequências de filmes feito pra criança com lições pra adultos. E com o filme 4 não foi diferente. Dois personagens com um mesmo problema: crenças criadas que determinam seus sentimentos.
Garfinho... criado do lixo passa a ser amado por uma criança, mas não consegue lidar com isso. Garfinho acredita que é lixo e como tal deve viver em um. Acredita que lixo é quente e reconfortante, mesmo isso sendo um absurdo. E porque crê nisso ele se sente assim e tem muita dificuldade de aceitar que as coisas possam ser diferentes. Mesmo tendo uma casa e uma criança à sua disposição ele quer voltar pro lixo.
Woody: deixou de acreditar que era brinquedo de criança pra se tornar brinquedo de UMA criança. Para Woody a vida só tem sentido quando ele tem uma pessoa para fazer feliz. A identidade dele está ligada a uma criança e apesar de ter uma casa e amigos ele passa o filme todo perdido. No final, garfinho entende que vir do lixo não faz dele um lixo e Woody entende que ser brinquedo é sua função independente de ter ou não uma criança especifica.
Ambos foram levados por crenças que determinaram seus sentimentos. 
Não sei quais crenças vc tem, mas Garfinho e Woody me representam.
Por muitas vezes minha casa, meu emprego, minha cidade determinaram meu senso de valor. Por muito tempo meus erros e fracassos determinaram a forma como eu me via e como achava que as pessoas deviam me tratar.
Também já me apoiei em pessoas pra saber quem era. Meu marido, meus filhos, meus amigos é que me davam o senso de identidade e valor. Pessoas e lugares me definiam e importavam mais que aquilo que Deus esperava de mim.
Como Garfinho, me sentia lixo por meus pecados e me refugiava naquilo que era conhecido e confortável na minha visão. Como Woody sentia que seria completa quando casasse, quando tivesse filhos, quando as pessoas me admirassem.
Mas Jr 17:5 e 9 diz: maldito o homem que confia no homem e faz dele seu braço forte e que o coração é enganoso e desesperadamente corrupto. Minha identidade deve estar em quem sou em Deus e não nas pessoas. Preciso aprender que sou filha de Deus e não da admiração de outros e que posso ser sozinha e feliz ou casada e feliz. O externo não importa quando a identidade interna está bem definida. Meus erros não me definem e nem o lugar que nasci ou vivi. Tudo isso muda, mas a convicção de quem sou não pode mudar.
Garfinho e Woody. Um viveu no lixo, o outro no luxo, mas ambos viviam perdidos se perguntando: "qual minha função?" E quando as crenças mudaram os sentimentos mudaram e a resposta da pergunta se tornou clara.
Que crenças você tem? Que sentimentos eles estão produzindo? Que reações estão brotando?
Não importa se você é garfinho ou Woody, se veio do lixo ou do luxo. O que importa é saber quem você é... e isso não está ligado a nada que tem ou faz. Na verdade, não está nem ligado a você mesmo. A resposta está no Criador desse parque de diversões chamado vida onde nós somos os brinquedos amados e criados pra apontar a perfeição desse Criador. Nem você, nem Woody, nem garfinho somos o centro do universo. E isso é muito bom!
Aquilo que penso, determina o que sinto e molda o que faço. Cuide com suas crenças!

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